Policiais da 33ª DP denunciam irregularidades e assédio moral

0
143
Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.
Foi apresentada à diretoria uma série de queixas contra a atual chefia da unidade (Fotos: Lucas Ribeiro/Sinpol-DF)

Da Comunicação Sinpol-DF

Dando continuidade ao projeto de visitas às unidades da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), intensificado desde o início da nova gestão, a diretoria do Sinpol-DF esteve na tarde desta segunda, 5, na 33ª Delegacia de Polícia (DP), em Santa Maria.

Durante a visita, o Sindicato recebeu uma série de reclamações de vários policiais civis contra a chefia da unidade. Além de denunciarem possíveis perseguições, os profissionais relataram que o clima na unidade está muito ruim.

Estiveram na delegacia o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco “Gaúcho”, além do vice-presidente Paulo Roberto, a diretora de Assuntos Sindicais, Marcele Alcântara, o adjunto da pasta, Jackson Dantas, o diretor de Administração, Marcos Campos, o diretor de Comunicação-adjunto, Thallys Mendes, e o diretor Jurídico, Fernando Ferreira.

Leia Mais

Entre as situações trazidas pelos policiais, foi abordada a remoção de um agente de polícia que atua na 33ª DP e já foi transferido para outra unidade. Há também a expectativa de que o mesmo ocorra com um segundo policial, que mantêm a lotação por estar de férias.

Questionado pelos diretores do Sinpol-DF, o delegado justificou o procedimento alegando que o policial transferido havia manifestado interesse de não trabalhar mais na unidade – versão negada pelo agente. Afirmou ainda que não há previsão de transferência do outro policial.

Para evitar situações como essa, o Sindicato vem reivindicando, há anos, que seja instituído o Concurso de Remoções no âmbito da PCDF. No entanto, o diretor-geral da instituição, Eric Seba, reiteradamente, têm se negado a avançar com o pleito – mantendo assim a cultura das remoções injustificadas por retaliação.

Os diretores ouviram os policiais e discutiram as questões com o próprio delegado-chefe

QUEIXAS

As reclamações ressaltadas pelos policiais da delegacia de Santa Maria incluíam ainda a determinação do delegado para que as solicitações do Ministério Público (MP) fossem agilizadas por telefone.

Segundo o gestor, o que ele teria dito é que, com o foco na agilidade, os policiais poderiam receber as ligações do MP, mas que as solicitações deveriam, em seguida, ser formalizadas via e-mail institucional e que as informações só poderiam ser fornecidas da mesma forma – institucionalmente, por meio de correio eletrônico.

Outro ponto de controvérsia foi a possível instalação de câmeras na unidade. O delegado-chefe, entretanto, alegou que o MP ofereceu os equipamentos, por meio de um fundo originado das fianças judiciais, e que ficariam apenas na parte externa da delegacia, onde são mantidos os carros apreendidos. Segundo ele, a ideia das câmeras foi dada por um policial, mas não pôde ser concretizada por conta das dificuldades de manutenção por parte da PCDF.

Foi também questionado o banco de horas em razão do curso de progressão. O delegado explicou que a compensação de horário de curso ainda não foi regulamentada pela instituição e, nesse caso, os policiais devem, após o curso, retornar às suas bases para concluírem a jornada de trabalho.

Os profissionais relataram ainda a solicitação de uma escolta de preso sem a documentação pertinente, colocando-os em risco de responder legal e administrativamente pela ação, que nesse caso, foi revista.

Durante a visita, os diretores do Sinpol-DF frisaram, ainda, a importância de os policiais civis permanecerem mobilizados e trabalhando dentro da estrita legalidade. Na ocasião, também foram escolhidos os dois representantes sindicais da unidade.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.