Policiais decidem ampliar “PCDF Legal” e fazer paralisação por 24 horas

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(Fotos: Paulo Cabral/Sinpol-DF)
A categoria decidiu intensificar a operação PCDF Legal a partir desta quinta, 28 (Fotos: Paulo Cabral/Sinpol-DF)

Da Comunicação Sinpol-DF

Os 2,5 mil policiais civis que compareceram à Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada pelo Sinpol-DF para esta quarta, 27, decidiram por deflagrar a partir desta quinta, 28, a segunda fase da operação “PCDF Legal”.

O movimento deflagrado no início deste mês será intensificado e ganhará a adesão de todas as entidades que representam os cargos da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), totalizando 4.500 policiais da ativa, além de mais de mil policiais aposentados que estarão unidos na mobilização.

27.07.16 - Assembleia no Buriti -2 Fase da Operacao PCDF Legal - Paulo Cabral (58)
Os policiais civis votaram pela inclusão de todos os cargos na segunda fase do movimento

A medida é uma resposta direta à resistência deliberada do governador Rodrigo Rollemberg em enviar ao governo federal a mensagem que mantém a isonomia da PCDF com a Polícia Federal (PF) e, assim, garantir a recomposição inflacionária do salário dos policiais civis – defasado em 50%, além de manter uma política de sucateamento da Polícia Civil.

Gaúcho reforçou a importância de que todos estejam unidos a fim de proteger o futuro da instituição e das suas famílias
Gaúcho reforçou a importância de que todos estejam unidos a fim de proteger o futuro da instituição e das suas famílias

Essa segunda etapa da “PCDF Legal” dará continuidade às ações da primeira fase e será acrescida de mais 30 itens, já acordados com Sindepo, Adepol, Agepol, Asbrapp, ABPC, AAPC e AESP.

O documento com todas as recomendações pode ser conferido aqui.

A principal diretriz da operação é dar fim à sobrecarga de trabalho e ao “jeitinho de resolver tudo o que chega” que se tornaram práticas comuns na PCDF como forma de mantê-la funcionando, apesar do baixo efetivo.

Continua, sobretudo, a orientação de que cada policial civil, em seu cargo, desenvolva atividades relacionadas apenas às suas atribuições, adequando o trabalho ao que é exigido pela legislação específica ou orientado pela Academia de Polícia Civil (APC).

Na próxima AGE, a categoria deve se posicionar sobre a entrega dos cargos de chefia, das viaturas e das armas
Na próxima AGE, a categoria deve se posicionar sobre a entrega dos cargos de chefia, das viaturas e das armas

“Não podemos mais resolver o problema do governo enquanto ele não resolve os nossos. É a hora de pensar nas nossas famílias e no nosso futuro”, afirmou o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco “Gaúcho”. A policia civil precisa ser valorizada.

DELIBERAÇÕES

Também foi deliberado que a categoria permanecerá em estado permanente de assembleia.

O grupo decidiu, ainda, pela realização de uma nova assembleia na próxima quarta, 3 de agosto, em frente ao Ministério do Orçamento, Planejamento e Gestão (MPOG). De lá, os policiais civis sairão em caminhada até o Palácio do Planalto.

Ainda na próxima semana haverá uma paralisação das atividades da PCDF por 24 horas. O dia exato deve ser definido em uma reunião entre a diretoria e os representantes sindicais.

27.07.16 - Assembleia no Buriti -2 Fase da Operacao PCDF Legal - Paulo Cabral (99)
A mobilização deve abarcar os 4.500 policiais da ativa, além de mais de mil policiais aposentados

Nenhuma medida mais drástica está descartada. A categoria deve se posicionar, nessa próxima assembleia, sobre a entrega de todos os cargos de chefia das seções de investigação, das viaturas (sobretudo as que não apresentam condições adequadas ao trabalho), e das armas (principalmente as pistolas 24/7, às quais têm apresentado defeitos e colocado a vida dos policiais em risco).

“Nós sempre nos colocamos para dialogar com o GDF, mas não vamos aceitar ficar de fora do acordo já firmado entre o governo federal e a Polícia Federal. A operação deu certo até aqui e, agora, teremos adesão de todos. A cartilha garante que estamos trabalhando de
Acordo com a lei”, explicou Gaúcho.

Assembleia 28/07/2016

REUNIÃO NO GDF

Reuniao com Governador Rodrigo Rolemberg - Paulo Cabral (4)-2
Em reunião com o Sinpol-DF, o governador não deu respostas concretas sobre o pleito dos policiais civis

Ainda no início da assembleia desta quarta, a diretoria do Sinpol-DF trouxe informações de uma reunião com o governador Rodrigo Rollemberg ocorrida ainda pela manhã.

O encontro foi articulado pelo deputado distrital Cláudio Abrantes (Rede) que também esteve presente, junto com os diretores do Sindepo.

Não houve, contudo, qualquer posicionamento ou manifestação concretos acerca da reivindicação dos policiais.

O governador sugeriu, apenas, a criação de um comitê de negociação para que, em 90 dias, chegue-se a uma proposta, o que foi rechaçado de pronto. Uma reunião do grupo deve ocorrer na próxima terça, 2 de agosto, com a área econômica do governo a fim de que se busquem soluções rápidas.

CARTA DO GOVERNADOR

27.07.16 - Assembleia no Buriti -2 Fase da Operacao PCDF Legal - Paulo Cabral (72)
Os 2,5 mil policiais civis também foram até o Palácio do Buriti e deram um abraço simbólico no prédio

“Não era o que queríamos. Exigimos dele uma manifestação contundente de que manteria a isonomia. Deixamos claro que todos estão insatisfeitos, mas o governador não tem coragem de se comprometer conosco”, frisou o secretário geral do Sinpol-DF, Paulo Sousa.

Minutos antes de a assembleia começar, o governador enviou uma carta reiterando a proposta de criação do comitê. No documento, lido pelo diretor Paulo Sousa, Rollemberg volta a mencionar a crise financeira como impedimento para considerar a reivindicação, embora diga “reconhecer a excelência do trabalho prestado por todas as carreiras que integram a Polícia Civil do Distrito Federal” e considerar “justo o pleito (…) pelo direito à paridade historicamente existente”.

Veja aqui a carta na íntegra aqui.

27.07.16 - Assembleia no Buriti -2 Fase da Operacao PCDF Legal - Paulo Cabral (84)
Em coro, a categoria cobrou de Rollemberg o respeito à isonomia histórica com a Polícia Federal

“A carta deixa claro que nosso pleito não vai cair do céu. É preciso ir à luta e, por isso, temos de seguir mobilizados. O acordo da PF já chegou à Casa Civil; nos próximos dias chegará ao Congresso Nacional, que não terá um segundo semestre tranquilo. Deixamos claro para o governador: a mensagem tem que ir junto”, acrescentou Gaúcho.

Os policiais civis que tomaram a palavra apresentaram suas propostas, a maioria delas convergindo para as que foram aprovadas. Entre os que discursaram, estavam aposentados que declararam apoio integral à mobilização do sindicato.

A assembleia foi encerrada com outro grande ato: todos os 2,5 mil policiais civis foram até o Palácio do Buriti e deram um abraço simbólico no prédio. Em seguida, empunharam faixas e deram gritos de ordem pedindo o envio da mensagem pelo governador.

 

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